Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

RUMO AO SEGUNDO TURNO!!

"ENTÃO, RUMEMOS AO SEGUNDO TURNO COM A ESPERANÇA DE QUE NÃO TENHAMOS MAIS VERGONHA DE SERMOS BRASILEIROS.

COM GERALDO ALCKMIN COMO PRESIDENTE DECENTE DO BRASIL!

QUEREMOS QUE A JUSTIÇA E A DIGNIDADE VOLTEM A NAMORAR COM A DEMOCRACIA.

E QUE TUDO O MAIS DE RUIM, DESAPAREÇA..."

 

~*~NOVAS - Clique AQUI~*~

sinto-me: Ótima
música: VAMOS LÁ!
publicado por vera lúcia às 18:35

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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

GERALDO PRESIDENTE!!!

POR UM BRASIL DECENTE,

GERALDO PRESIDENTE!!

sinto-me: BEM COM GERALDO PRESIDENTE!
música: VERDE E AMARELO
tags:
publicado por vera lúcia às 16:50

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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2006

Eu sobreviverei

Jesus castiga... rsrs

sinto-me: ótima
música: Eu sobreviverei
publicado por vera lúcia às 18:51

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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2006

Sem tempo...

Se você quer notícias clica na imagem que é onde estou.

sinto-me: enganada
música: Eleições difíceis!
publicado por vera lúcia às 21:27

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Terça-feira, 8 de Agosto de 2006

Segredo de Estado! Ahahahah


Cortesia PONG

sinto-me: bem
música: Fidel Castro já morreu!
publicado por vera lúcia às 02:38

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Política no Brasil

A corrupção generalizada que assola o Brasil, nos sugere que:

Dólares na cueca, mensalão e sanguessugas, transformaram a política brasileira na pior "zona de prostituição" da história brasileira, enriquecendo algumas centenas com dinheiro público. Empobrecendo e deseducando toda nossa população. Nos dá a impressão que já estamos sendo governados por comunistas há uns bons pares de anos.

"Comunistas que almejam o enriquecimento ilícito, às custas do empobrecimento do seu povo."

Qualquer semelhança com os fatos e fotos, não são mera conincidência...

sinto-me: desiludida com nossa política
música: Muita corrupção
publicado por vera lúcia às 02:29

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Domingo, 30 de Julho de 2006

Filé-mignon!

Imagem Blog do Noblat

"Agora que o Brasil está preparadinho, ajeitadinho, eles querem comer o filé que colocamos na mesa. Não, vão ter de roer o osso, primeiro."
O presidente Lula, falando da oposição

Fonte: Revista Veja, última edição

sinto-me: anti-corrPTos!
música: Lula e seu filé$$$$
tags:
publicado por vera lúcia às 20:17

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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

Vem aí eleições...

 
sinto-me: torcendo para Portugal
música: Hexa já era!
publicado por vera lúcia às 21:38

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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006

Praia Grande/São Paulo - Brasil

LIGUE O SOM!!!!

sinto-me: bem!
música: Infinito Particular - Marisa Monte
publicado por vera lúcia às 03:59

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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

Conto - A CARTEIRA

A Carteira
Machado de Assis
                                                                         
...DE REPENTE, Honório olhou para o chão e viu uma carteira.             
Abaixar‑se, apanhá‑la e guardá‑la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:                                         
    ‑‑ Olhe, se não dá por ela; perdia‑a de uma vez.                        
    ‑‑ É verdade, concordou Honório envergonhado.                          
    Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil‑réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstância, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia     aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro.         
Endividou‑se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos       empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem‑se, e os jantares a comerem‑se, um turbilhão perpétuo, uma voragem.                                         
    ‑‑ Tu agora vais bem, não? dizia‑lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa.                                       
    ‑‑ Agora vou, mentiu o Honório.                                        
    A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.                                        
    D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia‑se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.                                                     
    Um dia, a mulher foi achá‑lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu‑lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou‑lhe o que era.                                                     
    ‑‑ Nada, nada.                                                      
    Compreende‑se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A idéia de que os dias melhores tinham de vir dava‑lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas.                             
    A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil‑réis de carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse‑lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar‑lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinha‑se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao enfiar pela Rua. da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou‑a, meteu no bolso, e foi andando.                        
    Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, ‑‑ enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana. Sem saber como, achou‑se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda, sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou‑se à parede, olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta        era a causa principal das reflexões, a consciência perguntava‑lhe se podia utilizar‑se do dinheiro que achasse. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá‑la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam‑no a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer‑lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido, ninguém iria entregar‑lha; insinuação que lhe deu ânimo.                                 
    Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou‑a do bolso, finalmente, mas com medo, quase às escondidas; abriu‑a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro; não contou, mas viu duas notas de duzentos mil‑réis, algumas de cinqüenta e vinte; calculou uns setecentos mil‑réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar‑se‑ia consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá‑la.                                                     
    Mas daí a pouco tirou‑a outra vez, e abriu‑a, com vontade de contar o dinheiro. Contar para quê? era dele? Afinal venceu‑se e contou: eram setecentos e trinta mil‑réis. Honório teve um calafrio. Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua  boa sorte, um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos... Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava, passava‑o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí‑lo. Restituí‑lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira
algum sinal.                                                          
    "Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar‑me do dinheiro," pensou ele.                                          
    Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu,      bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou‑a por fora, e pareceu‑lhe efetivamente do amigo. Voltou ao interior; achou mais dois cartões, mais três, mais cinco. Não havia dúvida; era dele.
    A descoberta entristeceu‑o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um amigo. Todo o castelo levantado esboroou‑se como se fosse de cartas. Bebeu a última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dois empurrões, mas ele resistiu.                                          
    "Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer."      
    Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado, e a própria D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava alguma cousa.                                 
    ‑‑ Nada.                                                              
    ‑‑ Nada?                                                              
    ‑‑ Por quê?                                                           
    ‑‑ Mete a mão no bolso; não te falta nada?                            
    ‑‑ Falta‑me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso.     
Sabes se alguém a achou?                                              
    ‑‑ Achei‑a eu, disse Honório entregando‑lha.                          
Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu‑lhe as explicações precisas.                                                  
    ‑‑ Mas conheceste‑a?                                                  
    ‑‑ Não; achei os teus bilhetes de visita.                             
    Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar.      
Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu‑a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu‑o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou‑o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.    
                   
Texto proveniente de:
A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
sinto-me: sábia
música: Os amantes
publicado por vera lúcia às 18:19

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